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Raindrops Keep Falling On My Head...

Estava eu, saindo - adiantada, diga-se de passagem - para mais uma consulta de quarta-feira com a minha psicóloga - Deus, sabe que sem ela eu ainda estaria contando os meus problemas para o Sirius (Meu cachorro de pelúcia) - quando noto o céu me encarando raivoso cheio daquelas nuvens cumulus-nimbus. Ótimo, o que poderia ser menos incrível? Quer dizer, Recife, Verão. A última coisa que pode acontecer no verão daqui é chover, simplesmente porque aqui NÃO CHOVE no verão, graças a uma massa de ar vinda de algum lugar que agora eu esqueci. Torci para que não chovesse e continuei o meu caminho para o consultório, na esquina da rua fui pega por um rolo de arame que não queria me soltar de maneira nenhuma, patético, não? Não tanto quanto o atropelamento que quase sofri por uma bicicleta. Tentei ignorar os tropeções do caminho e pensar positivo, ainda não sabia o assunto o qual abordar na sessão (Devo comentar o fato que eu pareço ser um repelente para garotos? Devo falar sobre a constatação fatídica de que irei ficar sozinha para sempre?) e resolvi me concentrar nisso. Foi pior, ao invés de quase ser atropelada por uma bicicleta, quase fui atropelada por um carro. E o motorista era simplesmente, DIVINO, olhões azuis, do tipo bola-de-gude. E pelo que deu para enxergar ele tinha mãos e braços fortes - pelo menos parecia quando ele estava segurando o volante - mas talvez (bem provavelmente) eu tenha só fantasiado as coisas, sabe como é, com a minha imaginação fértil e a minha abstinência amorosa. Depois de recuperada do susto, voltei a andar e a chuva começou a cair. Por sorte (que irônico) eu já estava na esquina do consultório quando isso começou a acontecer.

PARABÉNS, IRMÃO! Amo você demais, tutuquinha. (L)